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ERRAR POR AMOR!

por Rosinda, em 26.06.09

 

 

 

 

 

 

 

 Começo por dizer  que, apesar do que vão ler, a seguir, (se alguém o fizer, claro) eu sou uma mulher inteligente, intelectualmente capaz, mas, como se diz, o amor é cego.

Em Junho de 1988, voltei a receber de braços abertos aquele que era o homem da minha vida. Deus e que vida... com a desculpa das filhas, ia com frequência á casa da ex. , mentia sempre, mas quando bebia, contava-me ao pormenor... até dizia que lhe deixava dinheiro em cima da mesa de cabeceira... não sei porque o faço! Dizia sempre a mesma coisa: devo ter bruxedo! É a ti que amo, és a mulher da minha vida, e chorava,  e eu quebrava, e perdoava. Procurei ajuda com algumas pessoas, ditas "videntes", ouvi muitos disparates, gastei muito dinheiro, nada mudava.

Enquanto isso, engravidei, ele queria um filho homem, e eu achei, que ele mudaria se assim fosse.

Foi uma gravidez de risco, tinha 35 anos, e o ambiente não era  adequado, havia muita discussões, muitas ofensas verbais. A que mais me magoou, foi uma altura em que descobri que ele continuava a estar com a ex. apesar de já estarem divorciados.  Confrontei-o com a situação e ele disse :  ao menos vou a mãe  das minhas filhas ! Detesto mulheres prenhas!

Como chorei... e, foram tantas, que descrever tudo  não seria   possível.

Estava grávida de quase três meses comecei a perder sangue,  fui ao hospital, estava á espera para ser atendida, quando uma  senhora me disse:  está nas urgências o seu filho, desfez uma mão toda!Meu Deus... pensei, outra vez não! Era o mesmo filho que alguns anos atrás tinha sido atropelado, quando a minha  filha nasceu. Corri para as urgências, lá estava o meu menino,  quase um homenzinho com dezassete anos. Tinha a mão com   uma toalha embrulhada, não consegui ver nada. Voltou a ir para o Porto, eu fiquei, mais uma vez, não pude acompanhar o meu  filho, porque estava com ameaça de aborto. O meu filho estava  na altura a trabalhar numa fábrica de fiação, a tirar umas linhas deixou a mão presa nas correntes do tear. Ficou com os deditos defeituosos e falta-lhe a ponta do anelar.

O tempo foi passando e eu tive o bebé, por acaso um grande  menino, nasceu com 60cm e 5,750 kg, foi visto por vários médicos  de pediatria, viram os diabetes, mas não havia problemas, era só um bebé grande. Deus tinha ouvido o meu pedido... pensava eu, toda contente, agora ele muda... feliz ficou! Mas    mudar não mudou, digamos que se adaptou e conseguíamos    estar mais ou menos, até que...

       

                                                   

   Lá diz o velho ditado:

O QUE NASCE TORTO MORRE TORTO!

 

 

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publicado às 20:39



"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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