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Assim é a vida!...

por Rosinda, em 11.03.11

Bichinho horroroso, o morcego é sem duvida um ser de que eu não gosto mesmo... Pois hoje, ainda há pouco, alguém teve medo de mim e disse que eu parecia um morcego! Eheheh! Passo a contar:

Hoje foi dia de trabalho! Tive que colocar as calhas e os cortinados na casa da minha mãe. Tinha já sido eu a tirar tudo para que os trabalhadores colocassem as janelas novas e passei a tarde inteira a fazer isso, porque tive que furar o teto e o berbequim agora parece-me mais pesado... é o PDI! O que importa é que ficou tudo no sítio.

Cheguei a casa, tomei o meu duche e vesti a camisa de dormir e o roupão, já não fazia conta de sair mais, mas... Estava a jantar e a minha mãe ligou-me: Ó Ria (diminuítivo de Maria) diz ela; as persianas não fecham... e eu não consigo dormir com elas abertas. Claro que lhe respondi que já lá ia ...

O roupão é lilás escuro de malha polar, muito quentinho e comprido, mas mesmo assim peguei numa capa preta de fazenda com gola de pelo.

Já era noite e a casa da minha mãe é pertinho (prédio ao lado do meu). Quando cheguei à entrada, como conheço bem todos os cantos, não acendi a luz. Esperei pelo elevador que estava a descer e... Abre-se a porta e a senhora quase lhe dava um piripaque! Credo, D. Rosinda! Assustou-me, parece um morcego, um vampiro!  Fartei-me de rir e disse-lhe que andava a ver Lua vermelha a mais...! Ainda fiz rir a minha mãe e o meu pai, pois chegando lá acima, fingi que era um vampiro e brinquei com eles! Arranjei a persiana e deixei-os a rir com a história.

Acabei por não jantar, (esparguete com fiambre e queijo derretido) estava gelado e não fica bem aquecido... comi pão com queijo e marmelada.

Será que os vampiros gostam? :-))

Rosinda

 

Bom fim de semana para todos!

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publicado às 21:24

Viver

por Rosinda, em 28.11.10

O Natal está quase aí e eu não estou nem com vontade de fazer a árvore de Natal. Cada vez sinto menos o espírito natalício.

Quando os miúdos eram pequenos, tudo fazia outro sentido. Juntávamos mais família. Gostava de adormecer agora e só acordar em Janeiro...

Andam a fazer obras nos prédios onde vivo e onde vivem também os meus pais. O barulho é horrível e por causa disso a minha mãe teve de ir para Amarante, para a casa de minha irmã. Já não a via à uma semana, fui vê-la hoje. Com tantos medicamentos achei-a meia apática, embora aparente melhoras com este novo tratamento. Tenho saudades da minha mãe alegre e sempre a cantarolar. Mas pelo menos vi que se alimenta melhor e não teve mais nenhuma crise de pânico. O meu pai, como os prédios tem andaimes, não deixa a casa dele, com medo de ser assaltada. Bem o faço ver que não acontece nada disso, que há guardas de noite , queria tanto que ele viesse cá para casa enquanto a mãe está em Amarante...

Apesar de ser muito perto, faz-me confusão ele passar a noite só.

Mas nem tudo são tristezas, no próximo fim de semana o meu filho mais velho vem a Portugal. Como não pode vir no Natal, vem de fim de semana para me ver...! Maravilhoso!  Logo a seguir no Feriado vou laurear a pevide até Coimbra... Fantástico! Vou conhecer amigos virtuais de quem já gosto muito... Fabuloso! O meu filhote mais novo vem também de férias, quinze dias no Natal... Grande alegria...!

Não...! Afinal já não quero nada adormecer e acordar em Janeiro...!

 

Rosinda

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publicado às 23:11

OBRIGADA VIDA!

por Rosinda, em 16.11.10

 

Este quarentão de olhos azuis, lindo.... apesar do aspecto cansado de noites de trabalho, deixou-me K.O. com estas palavras lindas que escreveu no meu mural no Facebook. Meu filho fiquei comovida, e mais não sei que dizer, se me vês assim, eu tenho de agradecer.

 Afinal a vida é bela!

 

Os anos pesam à lembrança...Detalhes,
Mas de ti me lembro...Sempre,
MÃE...AVÓ...FILHA...e MULHER...Detalhes,
Para os outros talvez...Sempre,
Mas para mim esses...Detalhes,
...Tem um nome...Sempre,
ROSINDA...Detalhes,
Da minha existência...Sempre,
De quem me deu a vida...Detalhes,
Que DEUS sabe...sempre,
Renovar cada dia...Detalhes..........

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publicado às 15:31

Chove lá fora e chove no meu coração.

por Rosinda, em 08.11.10

 

A chuva cai, suave de mansinho e eu lembro de quando era criança. Como eu gostava de sair para a rua e sentir a chuva picar-me o rosto. Molhar-me os cabelos grandes que depois abanava , sacudindo a cabeça. Lembro minha mãe a ralhar; Maria! Vais ficar doente...

Talvez se o fizesse agora ficasse doente, mas nessa altura era jovem, cheia de saúde.

Esta noite dormi  muito pouco. A chuva com seu murmurar suave, fez-me companhia. Farta  de estar na cama , levante-me e vim para o meu cantinho. Sentada na minha confortável cadeira, deixei-me estar calmamente e continuei a ouvir a chuva que ainda cai lá fora. O cesto dos papeis contem demasiados pacotes de tabaco vazios, ando realmente a fumar demais, pensei.

Na noite anterior a esta, minha mãe descompensou completamente, ligou-me várias vezes durante a noite, crises medonhas de pânico fazem-na acreditar que a querem matar no hospital. Ontem a esta hora estava eu a caminho do hospital para tentar que se acalmasse. Não consegui...

Recusava os medicamentos e os alimentos. Depois de vista pelo médico, lá conseguiram que ela deixasse aplicar a injecção e tomasse o resto. Comer, mal comeu. Já rebentou três pontos com tanta agitação e tem a parte superior da perna completamente negra. Ontem disse-nos que ia morrer à meia noite se não assinarmos o termo de responsabilidade para sair do hospital. Gostava de poder ter passado a noite com ela, mas não é permitido. Telefonou-me por volta da onze horas de ontem ; Não tenho nem vestígios de sono ... disse. Mas já não falou da morte. Esta noite foi longa para mim. Espero que hoje ela esteja melhor.

É verdade que tudo isto são coisas normais, o fim da caminhada talvez se aproxime e deveríamos aceitar naturalmente o fim da vida. Mas isso são palavras, as tais palavras bonitas... mas que se distanciam muito da realidade.  Porque a realidade é que sofremos quando sentimos que estamos perto de perder quem amamos e ninguém está preparado, por muito que tente. 

Chove lá fora e chove no meu coração.

 

Rosinda

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publicado às 07:07

A vida é um presente...

por Rosinda, em 03.11.10

Sinto-me empurrada pelo vento forte de uma vida com demasiados Invernos. Tento constantemente olhar a vida de frente e sorrir, mas, a cada passo dado em frente, sinto o empurrão deste vento agreste que teima em me arrasar. Até quando conseguirei manter a força e o discernimento. Se todos vivemos a um passo da loucura, onde vou buscar forças para tanto ...? Eu sei. Olho para o lado e no mal maior dos outros... encontro a coragem. É que há casos de vida bem piores, tormentos maiores, e pobreza bem maior também.

Ontem estive no hospital desde as 17 e 30 até hoje à 1 hora da manhã. Dessas sete horas cinco foram passadas à porta do bloco operatório. Não pude deixar de ouvir um médico dizer a uma senhora que iam ter de amputar a perna ao marido. Também ouvi uma mãe falar da filha de tenra idade com um tumor na cabeça. Dramas enormes comparados com uma cirurgia ao joelho aos 75 anos, pensei... e o meu mal ficou menor.

Deixaram-me ver a minha mãe no recobro, não estava bem, os enfermeiros foram amorosos comigo e disseram que era normal. Vim para casa a pé, devagar, fumando um cigarro e pensando no quão insignificantes e frágeis podemos ser.

Eram nove da manhã quando voltei ao hospital, para ir à minha consulta de ginecologia oncológica, estava apreensiva, mas tranquila. Já são poucas as coisas que me metem medo neste mundo. Esperei três horas pela minha vez. Mais uma vez vi muito sofrimento em redor e quando a médica me disse que tinha que ser operada, nem sequer fiquei surpresa, apena lhe perguntei; A quê? Já não tenho os órgãos reprodutores!

Pois, mas tenho outros... e por lá  apareceu algo com um nome esquisito e grau superior a tês e tem que ser tirado... e pronto! Consulta de anestesia exames marcados, lá tenho que  ganhar coragem e fazer a sétima cirurgia.

Comi um panado no bar do hospital que me soube pela vida...! Fui então ver a minha mãe. Fiquei triste, estava ligada a uma máquina porque as tensões baixaram muito e está a levar transfusões de sangue porque apareceu uma anemia. Não são boas noticias, mas mesmo com lágrimas nos olhos eu continuo com o meu sorriso triste, acreditando que tudo vai melhorar e vendo que há sempre um mal maior que o nosso.

Aqui vou escrevendo o que sinto e agradeço verdadeiramente a quem me lê e se vai preocupando. Agradeço e peço desculpa pelos desabafos , mas creiam, eu não quero passar negativismo, antes pelo contrário! A vida é feita de tudo, e com tudo podemos aprender.

Vamos viver um dia de cada vez, com a certeza de que a vida é o presente e... um Presente.

 

Rosinda

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publicado às 17:39

Amanhã é um novo dia...

por Rosinda, em 02.11.10

Minha mãe foi hoje internada para cirurgia ao joelho. Fui leva-la ao hospital de manhã, o internamento foi feito perto da 13 horas. Será operada depois da 20 horas. Vim a casa, voltarei ao hospital por volta das 17 horas, ficarei até que saia do bloco operatório. Está bastante fragilizada e eu tenho alguns receios, mas ela quis ser operada. Tem esperança de ficar bem das pernas e poder andar bem. Permita Deus que sim.

Gostava de poder passar as noites com ela no hospital, aliás até comentei hoje com o médico; Se quando somos crianças podemos ser acompanhados pelos pais em pediatria, porque não podem os filhos acompanhar os pais mais velhos? Não se diz que voltam a ser crianças? Bem que ela gostaria... diz que tem medo que descurem dela... mas estarei lá quando acordar da anestesia e amanhã bem cedo, apesar de não haver visitas, eu vou vê-la. Vou fazer o que se não deve, tenho uma consulta no hospital e depois de entrar eu conheço bem o espaço e vou lá. Entro descontraída e normalmente e não me dizem nada. Também não admira já lá estive tantas vezes que pensarão que faço parte dos funcionários.

O meu pai, já com oitenta e dois anos, não quer sair de casa dele, o que me preocupa, especialmente de noite. Mas ele é muito teimosinho e tem de ser como ele quer. Mal almoçou e já foi para ao pé dela... resmungam constantemente mas não são nada um sem o outro. Estão casados há 58 anos e quando um partir, o outro pouco tempo ficará...  Aí sim, eu vou sentir o peso dos anos, é que enquanto temos mãe e pai, ainda nos sentimos novos...! Amo os meus pais, não foram os melhores pais do mundo, mas deram-me a vida! E como eu gosto de viver, apesar de tudo!

Estou também um pouco apreensiva com esta consulta para que fui chamada... "ginecologia oncológica" É que não faço ideia porquê!? Bem amanhã já sei, não vale a pena estar a fazer "filmes". Uma coisa de cada vez...

Hoje o meu post não será muito alegre, mas amanhã será sem dúvida um dia melhor...

 

Rosinda

"Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres"
Séneca

 

 

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publicado às 15:26

Altos e baixos, mas sempre caminhando...

por Rosinda, em 13.10.10

Escrevo menos ultimamente, começo a pensar que é aborrecido para quem lê, porque tão depressa está tudo maravilha como de repente parece que o mundo me cai em cima. A minha mãe quanto mais o tempo passa mais tolices me vai dizendo e eu desta última fiquei muito magoada, já não a vejo desde sexta feira . Os meus irmãos dizem que o mais acertado é afastar-me uns tempos dela, para a fazer sentir e para que eu própria não perca a sanidade mental, mas é-me difícil, tenho tanta pena da minha mãe...meu Deus ela nunca foi uma mãe boazinha, mas...assim nunca pensei que ficasse.

Os motivos são demasiado íntimos e não vou falar deles,  são coisas tão absurdas que só mesmo uma mente doente as poderia inventar. Vai ser operada ao outro joelho no dia 25 deste mês, eu penso que ela não está mentalmente em condições, mas ela quer e os meus irmãos dizem que ela é que sabe... só peço a Deus que tudo corra bem. Irei visita-la ao hospital se aguentar não a procurar até essa altura. É complicado,

Vamos esperar que tudo melhore por agora ando um pouco em baixo.

 

Rosinda

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publicado às 14:19

Ainda não é desta! :-))))

por Rosinda, em 30.06.10

Há coisas que me acontecem que não fora pela gravidade das mesmas, até daria vontade de rir, porque são por vezes rocambolescas certas situações. Como sabem eu todas as manhãs vou a casa de meus pais, faço as camas, uma massagem à minha mãe, ponho as gotas nos olhos do meu pai e se a minha mãe está bem ainda dou uma pequena caminhada com ela. Essa é a minha rotina já há dois anos.

Tinha decidido ir à praia amanhã bem cedo, já me sinto bem, a minha mãe andava bem e portanto disse-lhe que não ia lá de manhã, que queria ir ver o mar e que quando chegasse que passava lá em casa, fez-me algumas recomendações como se eu fosse pequena, ri-me com ela e disse-lhe que eu já estava kota e não corria perigo... Dei-lhe o meu beijinho e disse até amanhã. Pois... deveria ser, mas não foi!

Ligou-me  à tarde, chorava desesperada e enquanto a acalmava por telefone fui caminhando para a casa dela, é muito perto da minha. Quando lá cheguei estava o meu pai a tentar acalma-la . Perguntei que se tinha passado para estar tão alterada... Pasmei! Agarrou-se ao meu pescoço a chorar muito e a pedir-me para não ir à praia. Tenho medo que não voltes ou que te aconteça qualquer coisa... Segundo me disse o meu pai esteve a chorar toda a tarde, ou seja... mais uma crise de pânico! Acalmou depois de lhe prometer que não ia. Ela sabe que se eu prometo cumpro, mas porque não saberá que já sou adulta e velha para andar sozinha? É muito complicado! Bem... esta semana já não vou ver o mar!

Será que para ir tenho de mentir à minha mãe?  Dar-lhe uma desculpa para a minha ausência de manhã? Não me parece, estou mais a pensar em levá-la comigo. Tenho de ver se o autocarro pára perto da praia, pois ela não pode andar muito. Ou então resolver ir num fim de semana, pois assim a minha filha leva-nos. Detesto ir á praia ao fim de semana... tem muita gente! E eu queria tanto estar sozinha! Bem, tenho de me rir da vida, antes que ela se ria de mim... Seja como for... qualquer dia eu vou! :-)

 

Rosinda

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publicado às 22:17

Coisas da vida...

por Rosinda, em 25.06.10

Começo por agradecer a todos, a paciência, a compreensão e o respeito. Aqui estou de novo, tentando (mas nem sempre conseguindo) ser razoável, porque perfeita... não quero ser!

A minha amiga "Joana"já está em casa. Não pode receber visitas até segunda feira, por causa das radiações do tratamento. Tenho falado com ela ao telefone e parece animadita. Embora lamente o facto de continuar isolada. Diz que quando a filha lhe põe a comida á porta do quarto, se sente um cachorro. Mas tem de ser.

O meu filho agora não tem dores, mudaram a medicação, mas adormecem-lhe as pernas e o facto de estar sempre quieto, causa-lhe stress e saturação. É normal tem trinta e sete anos! Continuo a acreditar que vai superar... continuo a ter Fé e Esperança.

A minha mãe está numa fase óptima, hoje como eu não pude sair com ela (fiz uma colonoscopia total com anestesia geral) foi dar a voltinha dela sozinha e já me ligou três vezes, queria vir cá a casa , mas convencia a não vir. Tenho a barriga muito inchada e ela ia ficar preocupada com algo que eu sei ser normal.

Ando com tantas saudades do mar, que durante a anestesia a enfermeira me disse que só falei do mar... Para a semana vou à Povoa de Varzim, embora saiba que não posso apanhar sol, nem que me cubra de protector sessenta... vou ver o mar!

BOM FIM DE SEMANA...!

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publicado às 15:50

INQUIETAÇÃO

por Rosinda, em 17.05.10

Hoje apeteceu-me mudar o aspecto dos meus principais blogs, o onix e o lar,os amigos e eu. Apetecia-me mudar mais coisas, mudar de casa, talvez até de sítio... Sinto uma inquietação que não me deixa em paz.

Tudo tem a sua razão, tudo tem explicação... ou quase tudo! Sempre fui capaz de ultrapassar problemas, mas eram os meus problemas, era eu que sofria, era eu que resolvia. Mas quando sofre alguém que se ama... e não se encontra solução, isso é difícil de suportar.

Os meus pais são duas pessoas com muito bom aspecto físico, ninguém lhes daria a idade que têm, o meu pai tem oitenta e dois e a minha mãe setenta e cinco. Tenho sorte em tê-los ainda é verdade! Sempre vivi perto deles, tenho uma irmã e um irmão mas, fui sempre eu que estive presente em todos os momentos... e ainda sou. Não é isso que me custa, antes pelo contrário, mas acho que por estar mais perto e mais dedicada, também me vai custar mais perde-los.

A minha mãe até há um ano atrás estava menos mal, sempre sofreu dos ossos, mas de resto tinha boa saúde e vendia energia. Não pensei que assim de repente e sem grandes avisos, ficasse tão desorientada e confusa. Imagina mil coisas, inventa outras mil, coisas sem sentido, sem nexo. A minha querida mãe, com tão bom aspecto que mais parece minha irmã... tem Alzheimer! É desolador ver e especialmente ouvir tudo o que diz, com plena convicção de que está certa.

Agora tem hiper-tensão,colesterol alto, o corpo está a rejeitar a tiróide e só caminha durante quinze minutos... não consegue mais com dores.

O meu pai, está cansado de ouvir todos os disparates que ela diz, mas sabe que ela não tem culpa... sofre e já tem tantos anos...

Todos os dias de manhã vou vê-los a casa, dou um jeito em tudo e volto depois ao fim da tarde para ver se estão bem. O meu pai dá a caminhada dele todos os dias de manhã e se o tempo permitir, volta a sair de tarde . A minha mãe, só sai para ir ao médico. Hoje resolvi leva-la para a  esplanada de uma pastelaria perto de casa. Tomou um descafeinado e falou, falou muito. Lembrou a mãe , de quando namorou o Matateu... sim esse o jogador de futebol! Falou de como era bonita e da pouca fartura de outrora e depois de passar cerca de quase uma hora e meia, reparei que não tinha desatinado com coisa nenhuma! Pensei e quase tenho a certeza que sair de casa lhe faz bem. A manhã se Deus quiser, vou tentar que saia mais um pouco, afinal eu tenho tanto tempo...  Se não posso impedir o fim da jornada,posso esticar todos os momentos que passe com eles. Adoro os meus "velhinhos" assim lhes chamo carinhosamente. Permita Deus que a doença da minha mãe não progrida muito, que viva com dignidade até ao fim da vida. Dizem que temos de estar preparados para estas coisas... Alguém me diz como?

 

Rosinda

 

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publicado às 23:32


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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