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Ainda não passou... mas vai passar!

por Rosinda, em 19.07.12

Nem sempre as coisas correm como desejamos. Cada vez mais me apercebo da minha frágil condição humana. Estou com um problema de saúde. Não poderei explicar aqui no blog o que se passou, seria muito violento. Apenas posso dizer que já me sinto melhor mas que continuo a fazer exames médicos . Sentia-me muito cansada e por isso não tenho vindo ao blog. Agora que estou melhor, virei sempre que puder. Obrigada Miilay por estranhares a minha ausência e te preocupares comigo... fica descansada eu vou ultrapassar mais esta prova. Vou morrer velhinha se Deus quiser, pois não se diz que "mulher doente, mulher para sempre"? E eu amo a vida, ainda tenho algumas coisas que quero fazer.

A todos desejo um  BOM FIM DE SEMANA 

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publicado às 17:09

Chove lá fora e chove no meu coração.

por Rosinda, em 08.11.10

 

A chuva cai, suave de mansinho e eu lembro de quando era criança. Como eu gostava de sair para a rua e sentir a chuva picar-me o rosto. Molhar-me os cabelos grandes que depois abanava , sacudindo a cabeça. Lembro minha mãe a ralhar; Maria! Vais ficar doente...

Talvez se o fizesse agora ficasse doente, mas nessa altura era jovem, cheia de saúde.

Esta noite dormi  muito pouco. A chuva com seu murmurar suave, fez-me companhia. Farta  de estar na cama , levante-me e vim para o meu cantinho. Sentada na minha confortável cadeira, deixei-me estar calmamente e continuei a ouvir a chuva que ainda cai lá fora. O cesto dos papeis contem demasiados pacotes de tabaco vazios, ando realmente a fumar demais, pensei.

Na noite anterior a esta, minha mãe descompensou completamente, ligou-me várias vezes durante a noite, crises medonhas de pânico fazem-na acreditar que a querem matar no hospital. Ontem a esta hora estava eu a caminho do hospital para tentar que se acalmasse. Não consegui...

Recusava os medicamentos e os alimentos. Depois de vista pelo médico, lá conseguiram que ela deixasse aplicar a injecção e tomasse o resto. Comer, mal comeu. Já rebentou três pontos com tanta agitação e tem a parte superior da perna completamente negra. Ontem disse-nos que ia morrer à meia noite se não assinarmos o termo de responsabilidade para sair do hospital. Gostava de poder ter passado a noite com ela, mas não é permitido. Telefonou-me por volta da onze horas de ontem ; Não tenho nem vestígios de sono ... disse. Mas já não falou da morte. Esta noite foi longa para mim. Espero que hoje ela esteja melhor.

É verdade que tudo isto são coisas normais, o fim da caminhada talvez se aproxime e deveríamos aceitar naturalmente o fim da vida. Mas isso são palavras, as tais palavras bonitas... mas que se distanciam muito da realidade.  Porque a realidade é que sofremos quando sentimos que estamos perto de perder quem amamos e ninguém está preparado, por muito que tente. 

Chove lá fora e chove no meu coração.

 

Rosinda

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publicado às 07:07

O dia de hoje é um presente

por Rosinda, em 13.04.10

 

 

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. 
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio.
Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias.
 E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago.
Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris.
Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retractava através de palavras bastante descritivas. 
Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia
ser colocado na cama perto da janela.
A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
 O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

 

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam o presente."

 

(autor desconhecido)

Rosinda

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publicado às 23:14


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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