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Resistir...

por Rosinda, em 07.11.11

 

Olhei-te, toquei-te e até te tirei a fotografia, mas... resisti á tentação de te ligar!
Embora o frio já se sinta bem por aqui, há que poupar! Vou vestir mais um casaquinho...
 

 

“As pessoas dividem-se entre aquelas que poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã.” (Aristóteles)

 

E as que poupam porque não têm que chegue para viver, onde ficam nesta divisão? Ai palavras...

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publicado às 20:51

Quase acreditei...

por Rosinda, em 21.01.11

  

 

 

Quase acreditei que não era nada ao me tratarem como nada.

Quase acreditei, que não seria capaz quando não me chamavam,
por acharem que eu não era capaz.

Quase acreditei que não sabia quando não me perguntavam
por acharem que eu não sabia.

Quase acreditei ser diferente entre tantos iguais, entre tantos capazes e sabidos, entre tantos que eram chamados e escolhidos.

Quase acreditei estar de fora quando me deixavam de fora porque...
Que falta fazia?

E, de quase acreditar, adoeci

Busquei ajuda com doutores, mestres, magos e querubins.

Procurei a cura em toda parte e ela estava tão perto de mim.

Me ensinaram a olhar para dentro de mim mesmo e perceber que sou exatamente, como os iguais que me faziam diferente.

E acreditei profundamente em mim.

E tenho como dívida com a vida fazer com que cada ser humano se perceba,
se ame, se admire, como verdadeira fonte de riqueza.

Foi assim que cresci: acreditando!

Sou exatamente do tamanho de todo ser humano.
E, por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar, e até de cometer enganos.

E, se errar?
Paciência.
Continuo vivendo por isso aprendendo.

Errar é humano!

 

(Desconheço o autor)


DESEJO A TODOS ÓPTIMO FIM DE SEMANA

Com muito calor no vosso apesar do frio...

 

Rosinda

 

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publicado às 21:16

O frio que vem de dentro

por Rosinda, em 24.10.10

 

 

 

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve.
Teriam que esperar até ao amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Eles sabiam que se o fogo se apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar a sua lenha na fogueira: era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então, raciocinou consigo mesmo: "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais. O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso? Nem pensar".
O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.
Seu pensamento era muito prático: "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou  as suas lenhas com cuidado. O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: "Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar a minha lenha."
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com as suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil. O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira  cobriu -se de cinzas e, finalmente apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual agarrado a um feixe de
lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse:
"O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".

(Autor desconhecido)


Não deixe que o frio que vem de dentro o mate.
Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.
Não permita que as brasas da esperança se apaguem, nem que a fogueira do optimismo se transforme em cinzas.
Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que esteja.

 

Uma boa semana para todos.

Rosinda

 

 

 

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publicado às 20:13


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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