Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Coisas minhas...

por Rosinda, em 06.12.13

A minha primeira prenda de Natal...

Pulseira de plástico...{#emotions_dlg.brrrpt}  Podia ter uns diamantes, afinal é a minha pedra da sorte...
Claro que já estou óptima! "Vaso ruim não quebra"{#emotions_dlg.lol}

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:38

Feliz aniversário Alex.

por Rosinda, em 14.11.10

 

 

 Novembro de 1970, sexta feira, dia 13. Seria um dia azarento? Nem pensava nisso, apenas era dia de ir ao cinema e eu tinha algumas dúvidas se devia ir. É que estava grávida do meu primeiro filho, de tempo acabado, o médico tinha dito que o bebé nasceria a qualquer momento. Mas eu queria tanto ver os Boinas Verdes... Vivia em Lisboa, mais precisamente no Lumiar. O Cinema não era longe, sentia-me bem, lá convenci o meu marido e fomos.

Durante o filme senti umas dores de barriga, mas nada de especial. O filme acabou por volta das vinte e três horas. Nessa altura as dores já eram mais fortes. Resolvemos então, que já não ia a casa, fomos directos para o Hospital de Santa Maria.

Fiquei internada, estava em trabalho de parto. Ficar sozinha no hospital causou-me  um medo terrível. Tinha dezasseis anos, embora já tivesse casado quase há um ano, não tinha maturidade suficiente para viver o nascimento de um filho. Meus pais tinham ido para Angola, a pouca família que vivia relativamente perto (Paio Pires) eram uns tios. Senti-me desamparada.

Vesti a roupa que me mandaram , que consistia numa bata muito curta, mas não me deitei como me mandaram. Passeava de um lado para o outro do quarto e só dizia; Hoje é sexta feira 13, espera um pouco bebé... espera para amanhã. E passeava, como sempre fiz e faço, quando estou extremamente nervosa. Só me apercebi da minha ridícula figura, quando um médico que passava a rir me disse:

Bonitos trajes para andar a passear de um lado para o outro, sim senhor...! Lol...

Meu filho não nasceu no dia 13. Nasceu no sábado, dia 14  às sete e vinte da manhã.

Contar aqui as peripécias de uma menina de dezasseis anos, que resmungou com todos os médicos , durante os quinze dias que esteve no hospital, faria deste post um enorme relato. Queria  o meu filho sempre comigo  e antigamente os bebés só iam para junto das mães na hora de mamar. Eu passava o tempo a levantar-me e ir espreitar ao berçário, de cada vez que um bebé chorava achava que era o meu.

Era assim o meu primeiro filho com quinze dias.

 

 

 

PARABÉNS ALEXANDRE , DESEJO QUE FESTEJES A PRECEITO OS TEUS 40 ANOS DE VIDA...

MEU FILHO, ÉS JÁ UM QUARENTÃO, MUITO CHARMOSO DE OLHOS AZUIS, MAS QUARENTÃO!

ESTOU A BRINCAR FILHO, TENS UMA VIDA INTEIRA PELA FRENTE, QUE TE DESEJO CHEIA DE FELICIDADE, AO LADO DA TUA MULHER E FILHOS. 

MIL BEIJOS CHEIOS DE AMOR E CARINHO.

 

 

Rosinda

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01

O dia de hoje é um presente

por Rosinda, em 13.04.10

 

 

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. 
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio.
Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias.
 E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago.
Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris.
Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retractava através de palavras bastante descritivas. 
Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia
ser colocado na cama perto da janela.
A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora.
Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
 O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

 

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam o presente."

 

(autor desconhecido)

Rosinda

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:14

É TRISTE O NOSSO SISTEMA DE SAÚDE

por Rosinda, em 18.11.09

post nº 100 

                                                                            

COMO PROMETI CÁ ESTOU EU COM O MEU POST Nº100  

 

Gostava que fosse um post alegre, em que eu pudesse dizer maravilhas do mundo da sociedade e do nosso sistema de saúde, contudo infelizmente não posso fazer isso, porque a realidade é bem outra e jamais faltaria á verdade...!

Como sabem os que lêm este blog, eu tinha uma cirurgia marcada há bastante tempo, tendo recebido até um daqueles cheques vales para ser operada mais rapidamente noutro hospital, recusei, como motivo indiquei que queria ser operada pela médica que me acompanhava nas consultas e fiquei á espera...

Chamaram-me para consulta de pré operatório há cerca de dois meses. Fui atendida por outro médico e perguntei porquê, era o Director de cirurgia e respondeu-me que não me podia manter mais tempo á espera e como a sua médica não pode operá-la em tempo adequado por razões que tem a ver com doentes oncológicos, a Sª será operada por um bom cirurgião no dia 16 de Novembro. Concordei, as razões eram válidas e ele deu-me então um cartão de internamento que guardei, onde dizia que seria internada no piso 6 (cirurgia) ás 9,30 e que podia tomar pequeno almoço.

Apresentei-me então no piso 6 no dia 16 como combinado.

Depois de passar na secretaria onde fiz observações dos antibióticos que tinha tomado recentemente por ter cortado um dedo e explicando que tinha os pontos do dito dedo para tirar.

Tudo foi anotado e mandaram-me aguardar na sala de espera que depois chamavam. Assim fiz. Passou até entretanto a minha médica habitual e disse-me que ia correr tudo bem...! Agradeci e continuei á espera.Apercebi-me de grande desorientação e muita desorganização, não havia camas no piso de cirurgia e não sabiam que fazer. Sempre na minha esperança de que tudo ia correr bem continuei á espera, até que por volta das 13 horas veio uma enfermeira dizer que tinha que ir para o piso 7 para o serviço de Otórrino, porque não havia camas. Perante algumas perguntas explicou a mim e mais 4 pessoas, que era tudo feito da mesma forma e que logo que fosse possível passaríamos para o piso da cirurgia. Assim lá fomos nós para onde nos mandaram, sendo-nos indicadas as respectivas camas. Não sei o que se passou com os outros pacientes, espero que tenham tido muita sorte e que tudo lhes tenha corrido bem.

Quando chegou a hora da cirurgia (17h) veio um auxiliar buscar-me para o bloco, onde esperei só´cerca de 10m e dirigiu-se a mim alguém que disse ser anestesista, para eu assinar o documento da autorização da anestesia, embora já tivesse assinado todos os documentos, na consulta efectuada meses antes, voltei a assinar... estava confusa, desorientada...

Já dentro do local da cirurgia, apercebi-me que me iam aplicar epidoral e assim foi, por qualquer razão que desconheço, (não sou médico) não foi suficiente e a dada  altura, ouvi-os dizer; temos que aplicar geral. Senti aflições horriveis até essa altura, desci ao mais pequeno que um ser humano se pode sentir. Estive no recobro cerca de 3h, vomitei imenso e não me sentia nada bem. Aos poucos fui ficando ligeiramente melhor e levaram-me para o quarto, partilhado com duas crianças operadas á garganta. Pusera-me mais soro e ali fiquei até ao dia seguinte ás 14h. As enfermeiras não me sabiam dizer se tomava os meus medicamentos se me podia levantar e lavar, enfim não sabiam nada, porque não era o serviço delas.Então ás 14h como disse veio um jovem médico falar comigo, para me dizer que tinha que ir embora porque tinha sido operada em serviço de ambulatório e tinha alta. Como sabe disse ele, tinha um buraco na cicatriz da cirurgia anterior e o intestino estava fora, metemos para dentro, tiramos a hérnia e cozemos. Agora tem de ter 2 meses de repouso, não se baixar, nem pegar em pesos, tem consulta no dia 16 de Janeiro. Fiquei de boca aberta... disse-lhe para desculpar, mas que parecia que estava a falar de chouriços, falei da desumanidade e dos meus direitos... mas, deu-me boa tarde e virou-me as costas. Apesar de lhe ter dito que tinha dores e vómitos, não me receitou qualquer tipo de medicamentos.

Apresentei queixa no livro de reclamações. Assim voltei para casa com carta para entregar ao médico de família que por acaso nem veio hoje, por motivos pessoais, assim me foi dito.

Costumo usar muito esta frase:

SE NÃO PODES LOUVAR... CALA-TE.

Infelizmente, não posso louvar, nem vou calar-me. A minha médica está para um congresso, disseram-me quando tentei contactá-la hoje de manhã, tenho outra cirurgia com consulta para dia 17 de Dezembro, onde vou buscar a coragem? Onde encontrar a segurança? O que fazer? Talvez ligar para a Sic e mais uma vez mostrar ao mundo como andamos nós por cá...!

Assim foi como tudo aconteceu, mas acredito que do meu lado estava Deus e a positividade dos amigos e da família, por isso apesar de enjoadinha e com algumas dores estou aqui, para vos agradecer a todos o vosso carinho. Responderei a todos pessoalmente, mas aos poucos, faz-me ainda impressão olhar para o écran do computador.

beijos e um muito obrigada a todas...!

Maria Rosinda (onix)

ATÉ BREVE...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:36


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


Pesquisar

Pesquisar no Blog  



Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D


Algumas das imagens deste blog são retiradas da Internet. Se alguma pessoa se sentir lesada por favor diga e será retirada