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Uma história de AMOR

por Rosinda, em 25.01.12
 

Era Dezembro, mais propriamente dia vinte e dois, perto, muito perto do Natal. Decorria o ano de 1983 e estava um dia frio.

Não esperava pela visita de minha irmã. Vivia ainda longe, numa aldeia chamada Carrazeda de Ansiães que pertence ao Conselho de Amarante mas que, por essa altura e sendo a estrada cheia de curvas tinha muita neve. Estando ela grávida de mais de sete meses, não era suposto que me pudesse bater à porta nesse dia.

Já por essa altura o marido da minha irmã estava emigrado na Arábia Saudita, onde viria a morrer anos depois, vitima de acidente de trabalho. Morreu electrocutado aos trinta e cinco anos.

Com o marido ausente era portanto a nós que recorria quando surgia algum problema. E era aqui em Guimarães que estava a ser seguida por um Obstetra.

Quando abri a porta e a vi com os dois filhos pela mão, soube logo que algo se passava. Tinha entrado em trabalho de parto.

Tranquilizei-a, afinal já tinha sete meses de gestação e tudo iria correr bem. Depois da ida ao médico, foi internada e a menina nasceu.

Prematura, com um quilo e trezentas gramas e muito pequenina, mas aparentemente bem de saúde. Nesse Natal, tivemos uma prenda com que não contávamos...

Esteve cá em casa duas semanas após o nascimento da menina, depois voltou para casa.

Voltou duas semanas depois, a menina não estava bem, tinha perdido peso, estava muito amarela e vomitava. Levei-a ao pediatra dos meus filhos. Achava que era competente e que estaria em boas mãos.

Depois de alguns exames verificou-se que a menina tinha Icterícia  em estado muito adiantado. Na opinião do médico, que me chamou a outra sala para me dizer que, ou morria, ou ficava com deficiência mental. E como vou dizer isso à minha irmã?... Encolheu os ombros.

Apanhada de surpresa, não tive palavras que conseguissem suavizar a notícia, mas não estava conformada. Se eu própria tinha tido Icterícia quando nasci e não morri, nem fiquei anormal, quase trinta anos depois a medicina não evoluiu?

Foi tudo muito rápido, tranquilizei a minha irmã e fomos com o bebé para Braga. Eu tinha ouvido falar de um pediatra que era fantástico e que atendia no Hospital de S. Marcos. Diziam-me na altura que tinha um senão, o dito pediatra era muito mal educado. Quando o conheci, achei-o realmente, pouco simpático, roçando de perto  o grosseiro. Mais tarde sabendo por ele que tinha perdido uma filha, verifiquei que era tão só, um revoltado...

 

A bebé tinha que ficar internada e ligada a uma máquina para limpar todo o sangue. A minha irmã não fazia descontos para a Segurança Social e eu com receio da recusa de internamento, fiz a ficha com dados falsos, dizendo que a menina era minha filha. Único "crime" que cometi na minha vida. Foi como é lógico descoberta a fraude algum tempo depois.

Nunca mais recebi abono dos meus filhos e fiquei sem assistência médica durante um ano e seis meses. Não foi apresentada queixa cível, porque umas amigas assistentes sociais, intercederam com um pedido de clemência. Mas a minha menina salvou-se e voltou para casa.

Olhei por ela durante alguns meses, porque na aldeia onde a mãe vivia, não havia a possibilidade de ela continuar os tratamentos.

Aos poucos foi crescendo, saudável, graças a Deus.

 

 E assim vos apresento a Marta, minha sobrinha e afilhada de baptismo e agora de casamento. Na fotografia em baixo, onde ela está ao meu colo, o menino que está ao lado é o Marco, irmão dela.

 

Ainda não tinha quatro anos quando perdeu o pai, mas foi sempre uma menina exemplar. Muito calma e meiga e muito responsável.

 

Na escola conheceu o Rui e começaram a namorar. Os anos passaram, fizeram ambos a faculdade em cursos diferentes. Ele Eng. do Ambiente, ela Economista. Ambos a trabalhar, namorados durante anos, resolvem viver juntos.

 
Agora passados que são cerca de três anos em sã harmonia, conseguidos alguns objectivos, como entrar no quadro da CGD e comprar casa, a minha menina resolveu oficializar a relação e casou.
Não penses muito minha querida, tens vinte e nove anos. Aos trinta virá um sobrinho neto?
Talvez... quiçá com o calor do México, onde foi passar a lua de mel...
O que eu desejo sinceramente, do fundo da alma, é que eles sejam muito felizes. 
 

  

 

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publicado às 20:08

O bom e o mau,para tempero da vida.

por Rosinda, em 18.07.11

Sem dúvida não me posso queixar do fim de semana. Decorreu da melhor maneira. No almoço de Domingo tive alguma da família reunida, três dos cinco filhos, três dos cinco netos e os meus pais.

 

 Consegui tirar uma fotografia muito fixe ao meu Alex

Enfim... foi um Domingo óptimo!

 

Hoje segunda feira... a manhã foi de alegria e tive o prazer de conhecer pessoalmente uma amiga aqui dos blogs e o marido. Adorei, houve empatia e penso que com o tempo aprofundaremos esta amizade, assim espero e desejo.

A tarde foi... para esquecer...

Tive que ir ao Centro de saúde logo a seguir ao almoço para arranjar consulta para a minha mãe, fui por volta das 13h e 15m, deixando ainda a minha filha a almoçar, só às 16 tive confirmação da consulta e fui então buscar a minha mãe.

Entretanto aconteceu uma coisa péssima enquanto esperava pela consulta e embora pareça ficção o que se passou comigo esta tarde eu passo a contar:

Encontrei uma senhora conhecida, sem ter com ela grande intimidade era cliente do meu café e depois que o passei, nunca mais a vi, até hoje claro!

Cumprimentamo-nos e vi que a senhora tremia e não estava nada bem, pedi que se sentasse e eu guardaria a sua vez, assim fez.

Estava de costas para o lugar onde se sentou e não me apercebi do seu mau estar a não ser quando ouvi o meu nome ser gritado e ela me tocou no ombro, desmaiando de seguida, ali aos meus pés. Claro que fui chamar médicos, bati em várias portas de consultório e depressa foi socorrida. Apercebo-me entretanto que eu tinha o telemóvel dela na minha mão e alguém falava, era o marido que estava a falar com ela quando desmaiou. Atendi e expliquei o que se passava. Entretanto os médicos já haviam chamado o INEM e levaram a senhora para o hospital, não me deixaram acompanha-la e voltei a ligar ao marido para que fosse direito ao hospital. 

À pouco liguei para o hospital e a senhora não está nada bem. Parece que estava com arritmias e fez um enfarte.

Espero que recupere , ainda é uma pessoa relativamente nova , penso que terá perto dos cinquenta anos.

Ok... cheguei a casa por volta da 18h e 20m. Cansada, aborrecida e triste como fico sempre quando me vejo impotente perante situações assim.

Mas ainda tinha mais uma coisinha para me fo...er o juízo!...

 

Esta é a minha cama, assim de repente não se nota nada de especial, mas se olharem bem verão que está assim:

 

 

 

 

Não sei como, mas a minha cadela deve  ter entrado no meu quarto e a porta fechou-se com ela lá dentro. Talvez aflita por se sentir presa rasgou a capa do edredão, a colcha e uma almofada... Fiquei com pena pois este tecido de linho é difícil voltar a arranjar.

Mas como não vale a pena chorar pelo leite derramado, que se lixe!

Estou cansadíssima... amanhã verei as novidades dos meus amigos e amigas.

Espero que o resto da semana decorra bem para mim e para todos...

 

Rosinda

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publicado às 22:24

Gira o Mundo...

por Rosinda, em 29.10.10

 

Hoje vi a minha amiga Adélia na televisão. Já a conhecia de fotos, embora estando bastante mais magra, reconhecê-la-ia em qualquer lugar. Gostei de a ver, é sem dúvida a doce mulher que eu estimo muito. A "norinha" como ela a chama com carinho, também é um doce. Onde é que eu imaginaria ver a Adélia na T.V.I. no programa da Júlia? Nunca!  Mas pensando bem o mundo gira dá voltas e mais voltas e hoje eu tive mais uma surpresa engraçada.

Falo por telefone com algumas das pessoas amigas aqui dos blogs. Hoje falei com um desses amigos. 

Eu sei que existem coincidências, mas algumas deixam-me surpreendida. 

 Ele estava perto do mar, quando falo com ele além de ter muito prazer na conversa, ainda tenho o prazer de ouvir as ondas do mar. Nunca lho disse mas por vezes tenho um pouco de inveja ... adorava morar perto do mar. 

Não conheço esse amigo pessoalmente, mas falamos com alguma frequência. Hoje disse-me que conheceu um outro senhor que costuma ir pescar pelo cais onde ele passeia o cão. Disse-me então que ele é de Guimarães, conversa daqui e dali, o tal senhor disse-lhe que me conhecia. Surpreendido e se calhar incrédulo ele voltou a ligar-me e pôs-me a falar com o tal senhor que dizia que me conhecia " por dentro e por fora" ???????

Fiquei confusa e a pensar se devia falar com o sujeito, mas depois pensei que mal nenhum viria ao mundo... e também fiquei curiosa...!

Não conheci de imediato a voz do cavalheiro, que começou a rir... Aí  reconheci logo! Era o Dr... L. ! Meu médico de família mais de vinte e sete anos! O mundo gira ! Mas que gira situação! Por isso ele dizia que me conhecia por dentro e por fora...! Pois, conhece mesmo. Foi meu médico até se reformar. Reformou-se à cerca de três anos, mas de vez em quando lá nos encontramos casualmente e tomamos um cafezinho. Somos amigos e sim, sabe de toda a minha vida...

 

Como o mundo pode ser pequeno!

 

MESMO COM CHUVA, DESEJO-VOS A TODOS UM BOM FIM DE SEMANA!

 

 Rosinda.

 

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publicado às 18:26


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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