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Divagando...

por Rosinda, em 09.01.13

Enquanto saboreava uma fatia de bolo de laranja (mais tarde publicarei a receita no meu blog de culinária) e bebia um delicioso chococino da Nestlé, pensava que em quase todos os blogues fazem um balanço do ano que passou. Falam da crise, da má gestão dos governantes, do que ainda estará para acontecer... prevendo-se já muitas coisas ruins para 2013. E não será por sermos tão pessimistas e a energia que geramos tão negativa que, faz com que, aconteça? 

Na dúvida,em 2013 vou tentar ser positiva e preferencialmente, que a palavra crise fique em «crise». Afinal, como dizia alguém: "Eles falam, falam e não dizem nada!"

Só tenho pena de uma coisinha... de não ser mais nova e com a coragem da MARIA DA FONTE (mulher da minha terra) para poder correr com esses gajos todos! Upss! Que quase me engasgava com o chocolate!{#emotions_dlg.tongue}

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publicado às 20:31

Carros pretos...

por Rosinda, em 22.02.12

Penso que já terei dito que comecei na segunda feira a fazer fisioterapia. A minha coluna e braços doem imenso e como não posso tomar grande coisa para as dores, o médico achou que seria o melhor. Realmente sinto alguns efeitos benéficos. Além de gostar imenso de massagens, são usados outros aparelhos que desconhecia, parece que dão um "choquezinho" e fico mais solta e aliviada.

Só que parece que quando saio de lá fico meia zonza... imaginem o que eu fiz hoje:

Sai da clínica e telefonei ao namorado da minha filha para me ir buscar. Entretanto fumei um cigarro. Estava atenta e vi chegar o rapaz, mas do lado contrário da rua. Atravessei com alguma atenção e abri a porta do carro... estaquei!... Estofos em pele cor de pérolas e um senhor com uns sessenta anos a olhar para mim com uma expressão de admiração, mas sorridente. Muito atraente...

Por momentos fiquei confusa. Fechei e abri os olhos, pensei : Estás maluca mulher, já sonhas acordada?

Meio parva lá falei e disse:

O senhor desculpe, pensei que era o meu genro...

O homem olhou para mim como se eu fosse louca e diz: GENRO???

Pois, não poderia ser meu genro, era mais velho que eu. Mas ... também poderia ser, já vi pior!

Ouvi um carro apitar, era a minha boleia. O namorado da Ana, o Paulo que viu tudo inclusive  a minha cara de parva!

Quando entrei no carro ri-me às gargalhadas!

Era uma boa troca, diz o Paulo e acrescenta; Falo do carro claro, é uma máquina!

Não me contive e respondi:

Pois eu trocava tudo, o sujeito era bem interessante...

Rimo-nos até casa. Como posso eu ter confundido dois carros , um topo de gama e um chaço velho? Pois, já sei... eram ambos pretos!{#emotions_dlg.lol}

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publicado às 16:13

Caminhos e vidas...

por Rosinda, em 17.06.11

Nunca fui uma mulher que desse demasiada importância ao dinheiro. Há muito aprendi a não valorizar luxos e coisas supérfluas, qualquer "trapo"  serve, desde que goste e as "marcas" nada me dizem. Vou à cabeleireira só uma vez por ano para cortar um pouco ao cabelo, que gosto de manter em tamanho médio. Sou portanto uma pessoa de poucos gastos.

Contudo, preciso do essencial e está difícil, pois que não trabalho à cinco anos. As economias vão desaparecendo e sinto que sobrecarrego um pouco a minha filha mais nova solteira e a viver comigo. O dinheiro que lhe tenho dado, é praticamente para as despesas de casa, (renda, água, luz, zon, gás) os gastos com a alimentação são totalmente dela.

Tenho-me conformado com esta situação, o tempo vai passando, cuido da minha mãe e da minha casa e a rotina instalou-se totalmente na minha vida.

Por volta 8h e 45m tenho de estar na casa da minha mãe, não há razão para haver hora certa, mas o hábito é tal, que se me atrasar ela telefona! "Então, não vens? Já são horas! " Horas para quê? Preparar a medicação que coloco em taparuéres para o dia seguinte, fazer-lhe as camas e ir tomar o café com ela. Sou eu que vou com ela o médico, fazer exame etc... etc...

Tudo bem e até normal. Os meus afazeres não são muitos, sou a filha mais velha e os meus irmãos habituaram-se a que eu resolva tudo e esteja sempre presente.

Acontece que surgiu a oportunidade de eu ir trabalhar em Paris durante o mês de Agosto e primeira semana de Setembro. Caiu a casa abaixo...!

Mas alguém se preocupa se eu tenho ou não necessidade de alguma coisa? Não! Tive que pôr os pontos nos is e acabaram por concordar que eu tinha razão. É um bom bocado de dinheiro extra e vou para casa do meu filho mais velho, estarei portanto bem instalada.

Não disse ainda nada à minha mãe, vai ser complicado, mas ela tem a minha cunhada e irmão quase tão perto como eu e tenho que lhes relegar a responsabilidade durante algum tempo.

Os meus pais estão fisicamente em forma e à excepção do problema de esquecimentos da minha mãe, e da descompensação da cabecita dela de vez em quando, ela vai fazendo o almoço, tem uma mulher a dias que faz a limpeza, portanto é só fazer as camas e preparar os medicamentos.

A minha cunhada é jovem, não trabalha, tem empregada, pode muito bem fazer esse "sacrifício" .

Conclusão:

Está tudo aborrecido, a minha filha, porque lhe estraguei os planos de férias, os meus irmãos que parece só agora terem reparado que os pais estão "velhos".

Ninguém reparou que adiei a cirurgia que faria agora em Junho e só farei em Setembro, ninguém reparou que indo para França provavelmente não verei o meu filho mais novo a não ser no Natal, ninguém tão pouco perguntou se eu me sentia capaz de ir trabalhar num tipo de trabalho que nunca fiz.  Enfim, que importância tenho eu...?

Realmente, eu não preciso de muito, não gosto de luxos, mas já não compro um par de sapatos à mais de três anos e que saudades eu tenho do meu perfume...

Assim me sinto, com muita gente e tão pouca companhia...

 

Desejo a todos;  BOM FIM DE SEMANA!

Rosinda

 

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publicado às 15:03

OBRIGADA VIDA!

por Rosinda, em 16.11.10

 

Este quarentão de olhos azuis, lindo.... apesar do aspecto cansado de noites de trabalho, deixou-me K.O. com estas palavras lindas que escreveu no meu mural no Facebook. Meu filho fiquei comovida, e mais não sei que dizer, se me vês assim, eu tenho de agradecer.

 Afinal a vida é bela!

 

Os anos pesam à lembrança...Detalhes,
Mas de ti me lembro...Sempre,
MÃE...AVÓ...FILHA...e MULHER...Detalhes,
Para os outros talvez...Sempre,
Mas para mim esses...Detalhes,
...Tem um nome...Sempre,
ROSINDA...Detalhes,
Da minha existência...Sempre,
De quem me deu a vida...Detalhes,
Que DEUS sabe...sempre,
Renovar cada dia...Detalhes..........

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publicado às 15:31

33 ANOS, IDADE DE CRISTO.

por Rosinda, em 24.06.09

 

 

  Estranho titulo, para recomeçar a minha história,   de vida, mas a verdade, é que muitas vezes pensei nisso ; Tenho que aguentar, Jesus sofreu mais por nós, eu ainda vou ser feliz!

Tinha portanto trinta e três anos, quando conheci o homem que viria a ser, o homem da minha vida, o meu grande amor...

Também ele com problemas familiares, (era o que dizia) casado e com três filhas. Eu estava na altura a ajudar uma amiga que tinha um café, e o porte físico daquele homem chamava a atenção, alto, forte sem ser gordo, moreno, enfim, um pedaço de homem! Duas de treta, um dia, depois outro, um toque de dedos ao acender o cigarro... e lá bateu o coração mais rápido,  e lá começamos a falar de nós! Eu carente, ele sabidão e mais  vivido, com o dom da palavra, acreditei piamente no que me contava. Ou seja basicamente dizia que o casamento dele era um fracasso, que se ia separar, e por aí fora!

Eu fui conversando com ele, saímos duas vezes, estávamos nessa altura em Junho, em Setembro, bateu-me à porta com as malas. Disse que a mulher o tinha posto fora de casa. Deixei que ficasse. Não demorou a mostrar-se como era, machista, bebedor, sempre senhor da razão. Contudo eu amava-o mesmo e achei que podia mudar.Lá fui tentando compreender, ele dizia que bebia porque lhe era insuportável viver sem as filhas e eu ficava cheia de pena. Fui falar com a mulher dele, perguntei se o aceitava de volta, contei-lhe que ele estava a arruinar a saúde assim a beber, era perigoso até pela profissão que tinha (camionista). Ela, mulher de bastante frieza, (hoje sei porquê) disse: 

Ele é assim, mas pelas minhas filhas eu aceito-o de volta a casa. Depois dessa conversa eu fiquei a saber que ele não ia ser repudiado pela mulher, então falei com ele, contei o que tinha feito, e disse-lhe para voltar para casa.

Foi em Outubro, disse que não, que já não conseguia viver sem mim...

O tempo ia passando e eu lá ia tentando (tenho tendência para mártir!) entender   e desculpando algumas coisas, porque coitado, estava a tentar  ultrapassar a ausência das filhas.

O amor que eu sentia por ele cegava-me completamente, fez-me sentir mulher completa. Aprendi aos 33 anos coisas sobre sexo que desconhecia, de mulher frígida eu não tinha nada!

Assim passaram dois meses de paixão assolapada.

Chegou assim o  Natal que passou comigo e com os meus filhos, combinou-se que no Ano Novo os miúdos iriam para casa da minha irmã, nós passaríamos com alguns amigos .

No último dia de Dezembro no fim do dia, arranjou-se e disse que ia desejar um bom ano ás filhas, mas para me arranjar que não demorava. Achei bem!

Esperei, esperei muito...á meia noite bebi sozinha a garrafa de champanhe, vomitei, (habitualmente não bebo) e depois chorei o resto da noite, encostada ao vidro da janela...

Quando amanheceu, fui ver se o carro estava á porta da mulher e, claro, estava. Voltei para casa e telefonei á minha irmã para me trazer os meus filhos. Precisava ter alguém em casa tinha  medo de fazer alguma asneira. Ao meio dia o cavalheiro apareceu com a filha mais nova pela mão, como se não se tivesse passado nada. Mandei-o embora.

Sofri bastante, o meu ex-marido deixou de mandar a pensão, os meus pais tinham deixado de me falar, passei um mau bocado,  amava aquele homem.

Em Junho de 1988, quando saia do trabalho, ele estava á espera para falar comigo. A cabeça dizia não, o coração, dizia  sim... Ganhou o coração!

 Chorou, implorou, queria voltar para mim. Fiz-lhe ver que não podia andar de uma casa para a outra,que sofríamos nós, e principalmente as crianças. Depois de uma semana não resisti e ele voltou.

Tenho que dizer o que sinto neste momento ao escrever o que se passou:

 Sinto-me burra! Como pode o amor cegar tanto? É que o pior está por contar!

 Mas por hoje, vou só deixar aqui uma frase, que não é minha, mas faz todo o sentido:

 

 O CORAÇÃO TEM SUAS PRISÕES, QUE A INTELIGÊNCIA NÃO ABRE.

 

        

 

ATÉ BREVE!

 

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publicado às 16:36


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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