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Bom fim de semana

por Rosinda, em 04.05.12

Ultimamente sinto-me em falha com as minhas amizades virtuais e não só. Tenho comentado pouco, embora vos visite com regularidade.

Sinto-me um pouco desmotivada, não me apetece escrever...

O meu pai está bem dentro dos possíveis, o tratamento está a correr bem, embora tenha mais dores nos ossos pois não pode tomar os medicamentos para as dores que já tomava à mais de quinze anos. Agora só pode tomar o benuron e pouco resulta. Aos poucos tem vindo a reduzir a capacidade de caminhar, já não dá o passeio do costume. O tempo chuvoso não ajuda muito... penso que se deve a este tempo o meu estado meio apático, provavelmente vou voltar a tomar o antidepressivo. Entretanto estarei menos presente nos blogs.

Agradeço a todos os que me têm vindo a perguntar pela saúde do meu pai. Muitos terão os seus problemas, eu sei... por isso agradeço de coração.

Um abraço para todos e até breve...

Rosinda

 

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publicado às 21:09

Hoje o meu pai deu-me rosas...

por Rosinda, em 22.04.12

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publicado às 19:43

Fui a Ribeira de Pena, buscar mais uma pena...

por Rosinda, em 16.03.12
Pois é verdade, como o título deste post diz, fui a Ribeira de Pena, terra do meu pai e vim de lá cheia de pena, pena porque cada vez mais me confronto com uma realidade de um País que é o meu, mas onde a justiça, os valores e a honra se vão perdendo, dando lugar a situações estranhas, diria até bizarras e inacreditáveis para mim, até ontem.
Vou começar por dizer, que por ser necessário a pedido do IHRU, para actualização da renda, foi pedida às Finanças uma certidão de bens. Estávamos tranquilos, sabíamos que havia o terreno da minha avó e a respectiva casa (em estado não habitável) e sem partilhas feitas, por se desconhecer o paradeiro de dois irmãos do meu pai. Junto a esse havia um outro terreno adquirido pelo meu pai quando viemos de Angola, onde ele tinha videiras e árvores de fruto, embora já não se tratasse dos campos à alguns anos.  Até aqui tudo bem, só que na respectiva certidão constava que ele era dono de uma casa de rés de chão e primeiro andar, com 850 m2 de quintal numa outra freguesia, mais propriamente em Cerva.
Como nem o meu pai sabia de nada, resolvemos eu e a minha irmã ir com o documento às Finanças de Ribeira de Pena. E aqui começa uma surpreendente história.
A repartição de finanças era muito pequena e apenas duas pessoas estavam a trabalhar. Dirigi-me a um deles e expliquei o que se passava, não deixando de lado a hipótese de ser um bem herdado, uma vez que existia família que se foi perdendo ao longo dos anos.
O funcionário olhou para a Certidão e depois de dar uma vista de olhos, disse mais ou menos isto:
Sabe, é muito normal isto acontecer, provavelmente foi um erro ao fazer cópia das cadernetas antigas e foi atribuído o nº de contribuinte do seu pai a este senhor. Mas não há problema eu passo já outra Certidão!
Ainda lhe perguntei se o nome do "dito" dono da casa era igual ao do meu pai, mas nem me soube dizer...
Assim saio dali com uma Certidão que diz que sim, e outra que diz que não... confesso que fiquei com a pulga atrás da orelha! Será assim tão fácil resolver estes problemas?
 
Assim eu e minha irmã decidimos que antes de voltarmos, iríamos ainda a Cerva para saber quem era o senhor, para o alertar e deixar explícito que tínhamos receio de que numa outra altura, em vez de bens aparecessem dividas... mas primeiro queríamos ir onde morou a nossa avó.
O terrenos estavam cuidados, não existiam já as árvore de fruto, nem as videiras e no lugar da velha casa de pedra estava um casarão moderno, nitidamente construído à pouco tempo. Ficamos espantadas!
Custou-me ver as pedras da casa espalhadas em cada recanto. Lembrei que numa altura em que se quis fazer alguma coisa, nos disseram que não podíamos deitar a casa abaixo. Tinha um lagar antigo, onde ainda me lembro de pisar as uvas, numa das férias...
 
Fomos saber o que aconteceu e ninguém nos soube dizer. O terreno continua sendo do meu pai, as partilhas da outra parte que era da minha avó, nunca foram feitas. Na Câmara recusam dar informações sobre como se constrói uma casa em terreno alheio, dizem que só com advogado.
Chegadas às falas com a "dona" da casa ela diz que, comprou o terreno a alguém, mas recusa mostrar documentos. Soubemos entretanto que já trabalhou na Câmara e continua a ter alguns "conhecimentos".
Cansadas e tristes, olhávamos para o nosso pai, que incrédulo só dizia:
Fazei o que quiseres, eu  estou velho, não quero isto para nada! Sofri tanto aqui...
 
Ainda fomos a Cerva...
 
Para nosso espanto, ninguém conhece o dono da outra "dita" casa. Ela existe, está a ser feito um levantamento, para poder ser expropriada. Na Junta de Freguesia não consta nenhum nome igual ao do meu pai. Aconselharam-nos a falar com o Padre, pois ele deveria saber, não estava...
 
Viemos embora com uma sensação de revolta, a pensar nas coisas que se fazem neste país, onde até já nas regiões do interior, onde a honra e a palavra se sobrepunham a tudo, já não tem valor.
Não sei o que vão fazer os meus irmãos, eu, tenho pena, nada posso fazer a não ser ficar com a minha pena, porque até para descobrir as vigarices dos outros é preciso dinheiro.
 
Bom Fim de semana!
 
Rosinda
 

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publicado às 17:40

E a festa continua

por Rosinda, em 24.06.11

Ok, não ganhei o prémio da "janela colorida" ... mas estou satisfeita na mesma. Não assisti a toda a festa, não aguentaria. Ainda dura!

Mas registei embora não muito bem alguns momentos da festa de hoje, aqui ficam.

Esta mulher do chapéu, é uma figura castiça, vareadora da C.M.G.

O Presidente da C.M.G. e a Prada...

 

Duas irmãs gémeas que tocam concertina enquanto dançam, engraçado...

 

 

Rancho Folclórico da Corredoura

É tudo ouro, a senhora disse e eu acredito...

 

 

Lindas danças de salão...

 

Houve mais muito mais, cantares ao desafio e alguns cantores de musica popular.

O povo estava alegre e dançou, eu também!

 

Imaginem que dancei com este amoroso casal com quem passei a tarde de hoje.

Setenta e seis anos ela e oitenta e três ele, nada mal não...?  Sou uma vaidosa, eu sei. Mas acho o meu pai e minha mãe muito bonitos...

 

 

 

 Agora anseio que a festa acabe, pois lá fora continua a cantoria. Dois dias seguidos com musica e barulho até altas horas, é cansativo.

 

Rosinda

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publicado às 22:58

Viver

por Rosinda, em 28.11.10

O Natal está quase aí e eu não estou nem com vontade de fazer a árvore de Natal. Cada vez sinto menos o espírito natalício.

Quando os miúdos eram pequenos, tudo fazia outro sentido. Juntávamos mais família. Gostava de adormecer agora e só acordar em Janeiro...

Andam a fazer obras nos prédios onde vivo e onde vivem também os meus pais. O barulho é horrível e por causa disso a minha mãe teve de ir para Amarante, para a casa de minha irmã. Já não a via à uma semana, fui vê-la hoje. Com tantos medicamentos achei-a meia apática, embora aparente melhoras com este novo tratamento. Tenho saudades da minha mãe alegre e sempre a cantarolar. Mas pelo menos vi que se alimenta melhor e não teve mais nenhuma crise de pânico. O meu pai, como os prédios tem andaimes, não deixa a casa dele, com medo de ser assaltada. Bem o faço ver que não acontece nada disso, que há guardas de noite , queria tanto que ele viesse cá para casa enquanto a mãe está em Amarante...

Apesar de ser muito perto, faz-me confusão ele passar a noite só.

Mas nem tudo são tristezas, no próximo fim de semana o meu filho mais velho vem a Portugal. Como não pode vir no Natal, vem de fim de semana para me ver...! Maravilhoso!  Logo a seguir no Feriado vou laurear a pevide até Coimbra... Fantástico! Vou conhecer amigos virtuais de quem já gosto muito... Fabuloso! O meu filhote mais novo vem também de férias, quinze dias no Natal... Grande alegria...!

Não...! Afinal já não quero nada adormecer e acordar em Janeiro...!

 

Rosinda

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publicado às 23:11

Amanhã é um novo dia...

por Rosinda, em 02.11.10

Minha mãe foi hoje internada para cirurgia ao joelho. Fui leva-la ao hospital de manhã, o internamento foi feito perto da 13 horas. Será operada depois da 20 horas. Vim a casa, voltarei ao hospital por volta das 17 horas, ficarei até que saia do bloco operatório. Está bastante fragilizada e eu tenho alguns receios, mas ela quis ser operada. Tem esperança de ficar bem das pernas e poder andar bem. Permita Deus que sim.

Gostava de poder passar as noites com ela no hospital, aliás até comentei hoje com o médico; Se quando somos crianças podemos ser acompanhados pelos pais em pediatria, porque não podem os filhos acompanhar os pais mais velhos? Não se diz que voltam a ser crianças? Bem que ela gostaria... diz que tem medo que descurem dela... mas estarei lá quando acordar da anestesia e amanhã bem cedo, apesar de não haver visitas, eu vou vê-la. Vou fazer o que se não deve, tenho uma consulta no hospital e depois de entrar eu conheço bem o espaço e vou lá. Entro descontraída e normalmente e não me dizem nada. Também não admira já lá estive tantas vezes que pensarão que faço parte dos funcionários.

O meu pai, já com oitenta e dois anos, não quer sair de casa dele, o que me preocupa, especialmente de noite. Mas ele é muito teimosinho e tem de ser como ele quer. Mal almoçou e já foi para ao pé dela... resmungam constantemente mas não são nada um sem o outro. Estão casados há 58 anos e quando um partir, o outro pouco tempo ficará...  Aí sim, eu vou sentir o peso dos anos, é que enquanto temos mãe e pai, ainda nos sentimos novos...! Amo os meus pais, não foram os melhores pais do mundo, mas deram-me a vida! E como eu gosto de viver, apesar de tudo!

Estou também um pouco apreensiva com esta consulta para que fui chamada... "ginecologia oncológica" É que não faço ideia porquê!? Bem amanhã já sei, não vale a pena estar a fazer "filmes". Uma coisa de cada vez...

Hoje o meu post não será muito alegre, mas amanhã será sem dúvida um dia melhor...

 

Rosinda

"Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres"
Séneca

 

 

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publicado às 15:26

INQUIETAÇÃO

por Rosinda, em 17.05.10

Hoje apeteceu-me mudar o aspecto dos meus principais blogs, o onix e o lar,os amigos e eu. Apetecia-me mudar mais coisas, mudar de casa, talvez até de sítio... Sinto uma inquietação que não me deixa em paz.

Tudo tem a sua razão, tudo tem explicação... ou quase tudo! Sempre fui capaz de ultrapassar problemas, mas eram os meus problemas, era eu que sofria, era eu que resolvia. Mas quando sofre alguém que se ama... e não se encontra solução, isso é difícil de suportar.

Os meus pais são duas pessoas com muito bom aspecto físico, ninguém lhes daria a idade que têm, o meu pai tem oitenta e dois e a minha mãe setenta e cinco. Tenho sorte em tê-los ainda é verdade! Sempre vivi perto deles, tenho uma irmã e um irmão mas, fui sempre eu que estive presente em todos os momentos... e ainda sou. Não é isso que me custa, antes pelo contrário, mas acho que por estar mais perto e mais dedicada, também me vai custar mais perde-los.

A minha mãe até há um ano atrás estava menos mal, sempre sofreu dos ossos, mas de resto tinha boa saúde e vendia energia. Não pensei que assim de repente e sem grandes avisos, ficasse tão desorientada e confusa. Imagina mil coisas, inventa outras mil, coisas sem sentido, sem nexo. A minha querida mãe, com tão bom aspecto que mais parece minha irmã... tem Alzheimer! É desolador ver e especialmente ouvir tudo o que diz, com plena convicção de que está certa.

Agora tem hiper-tensão,colesterol alto, o corpo está a rejeitar a tiróide e só caminha durante quinze minutos... não consegue mais com dores.

O meu pai, está cansado de ouvir todos os disparates que ela diz, mas sabe que ela não tem culpa... sofre e já tem tantos anos...

Todos os dias de manhã vou vê-los a casa, dou um jeito em tudo e volto depois ao fim da tarde para ver se estão bem. O meu pai dá a caminhada dele todos os dias de manhã e se o tempo permitir, volta a sair de tarde . A minha mãe, só sai para ir ao médico. Hoje resolvi leva-la para a  esplanada de uma pastelaria perto de casa. Tomou um descafeinado e falou, falou muito. Lembrou a mãe , de quando namorou o Matateu... sim esse o jogador de futebol! Falou de como era bonita e da pouca fartura de outrora e depois de passar cerca de quase uma hora e meia, reparei que não tinha desatinado com coisa nenhuma! Pensei e quase tenho a certeza que sair de casa lhe faz bem. A manhã se Deus quiser, vou tentar que saia mais um pouco, afinal eu tenho tanto tempo...  Se não posso impedir o fim da jornada,posso esticar todos os momentos que passe com eles. Adoro os meus "velhinhos" assim lhes chamo carinhosamente. Permita Deus que a doença da minha mãe não progrida muito, que viva com dignidade até ao fim da vida. Dizem que temos de estar preparados para estas coisas... Alguém me diz como?

 

Rosinda

 

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publicado às 23:32


"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela." (Fernando Pessoa)


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